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Viagem Gastronômica

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Michelin Portugal: conheça as opções mais acessíveis dos chefs estrelados

Chefs com estrelas Michelin de Portugal oferecem alternativas de restaurantes e bares com preços mais acessíveis que a versão fine dining de seus empreendimentos

A edição de 2023/2024 do Michelin Guide é um marco para Portugal, que depois de um longo tempo terá um guia separado da Espanha. A cerimônia de lançamento da nova edição será no próximo dia 27, no Algarve, e há grandes expectativa em torno de uma eventual conquista de uma terceira estrela por um restaurante lusitano. Atualmente, 163 restaurantes de Portugal fazem parte do guia, divididos nas categorias duas estrelas, uma estrela, Bib Gourmand e na lista de indicações gerais do Michelin.

Dentro desse universo, há um desmembramento à medida para aqueles que têm vontade de experimentar o conceito dos chefs premiados no topo da cadeia, com duas estrelas ou uma, sem, necessariamente, embarcar em uma experiência de fine dining.

Na nossa Viagem Gastronômica pelo Paladar, a gente dá dicas desses lugares, que mostram as várias facetas dos chefs mais badalados de Portugal.

José Avillez

À frente do duas estrelas Belcanto e do uma estrela Encanto, que também têm a distinção de estrela verde e é capitaneado pelo chef Diogo Formiga, ambos no Chiado, o chef José Avillez tem operações diversificadas.

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"Sempre acreditei que qualidade pode ser transversal. O que faz um restaurante gastronômico (fine dining) ser mais caro é a quantidade de pessoas envolvidas e a quantidade menor de lugares disponibilizados para a experiência", explica o chef. Outra questão é que o giro nos restaurantes estrelados costuma ser menor, já que o menu se repete entre as temporadas. Por isso mesmo, no Belcanto, há opções à la carte, para que o retorno dos comensais seja menos esporádico.

De olho nas possibilidades de ampliação da oferta de experiências, chanceladas pelas estrelas Michelin, o Grupo José Avillez mantém outros espaços.

O Cantinho do Avillez, com unidades no Chiado, no Parque das Nações, em Cascais e no Porto, oferece menus de almoço a partir de 18,5 euros, com couvert, prato principal, bebidas e café ou chá e opções à la carte, com petiscos a partir de 7 euros (peixinhos da horta) e pratos principais como o bacalhau lascado com migas, ovo em baixa temperatura e azeitonas explosivas .

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A casa, que se define como um espaço de culinária portuguesa com um ar contemporâneo, também tem pregos - sanduíches populares em Portugal. Destaque para o Prego Bitoque com ovo a cavalo (14 euros).

Em Lisboa, ainda há o Bairro do Avillez, que funciona como uma grande praça de alimentação, com opções como o Mini Bar (ideal para "toma um copo", como dizem em Portugal), a Taberna, o Páteo e a Pizzaria Lisboa.

Na capital, a Tasca Chic pede passagem no centro comercial El Corte Inglés, dentro da Gourmet Experience. Por lá, o chef também participa das operações Jacaré (uma mistura improvável ) e Cascabel (com um  quê mexicano). "Estar no terraço do El Corte Inglés acaba por ser um cartão de visitas para a minha cozinha. Muitos clientes acabam no Belcanto depois da passagem por essas operações, especialmente turistas", diz.

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A operação mais recente inaugurada por José Avillez é o Maré, que fica em Cascais, na praia do Guincho, e é dedicado, como o próprio nome indica, aos peixes e frutos do mar. Como entrada, há opções como escabeche de fígado de bacalhau (8 euros), opções de cru como cone de corvina marinada e abacate (13 euros), mariscos como as gambas da costa com flor de sal (22 euros) e preparos na brasa como polvo com azeite e alho (35 euros).

Avillez também mantém empreendimentos em Dubai (Tasca, com uma estrela Michelin) e Macau (Mesa, com proposta mais despojada), todos com inspiração portuguesa e a proposta de levar os sabores lusitanos para outras partes do mundo.

Henrique Sá Pessoa

O chef Henrique Sá Pessoa está à frente do Alma, com menu degustação a 185 euros. A vantagem é que há a possibilidade de fazer pedidos à la carte, a preço mais convidativos: a calçada de bacalhau, prato icônico de Sá Pessoa que apareceu em destaque no seriado Somebody Feed Phil, sai por 50 euros.

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Mas, não é só no casarão antigo do Chiado que dá para provar o toque do chef. No Príncipe Real, fica o Tapisco, um bar de petiscos e tapas - mas, não só - que mescla a gastronomia portuguesa e espanhola, com direito a uma boa carta de vermute. Como fica pertinho de casa, já provei quase toda a carta e minha paixão é o arroz de polvo e os peixinhos da horta.

Em Lisboa, o chef também mantém casas em dois projetos gastronômicos: no Time Out Market, com um menu enxuto de comida portuguesa, e no Gourmet Experience, do centro comercial El Corte Inglés. No Balcão, a aposta também é em pratos com pegada portuguesa, como o Bitoque, um dos melhores que já provei em Lisboa, que sai por 21 euros.

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O chef também está à frente de outros projetos fora de Lisboa. O Joia, em Londres, o Arca, em Amsterdan e o Chiado, em Macau, além do também fine dining Vinha, no Porto.

Ljubomir Stanisic

Na lista dos chefs de Portugal com uma estrela Michelin de Portugal, também há opções, digamos, mais acessíveis. É o caso do 100 Maneiras de Ljubomir Stanisic, que mantém dois projetos paralelos mais, digamos, democráticos.

 

O Bistrô 100 Maneiras fica no Largo da Trindade, nas proximidades do Bairro Alto, segue o mesmo estilo hard rock do chef, que nasceu na Bósnia e veio para Lisboa na adolescência. Daí vem a influências para pratos como o burek de espinafre e molho de iogurte (12 euros). Mas, é claro, também há referências à portuguesa, como arroz de forno com miúdos (12 euros) ou o polvo picante com mel e purê (31 euros).

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Outra opção com preços mais acessíveis com toque de Lubo, como é carinhosamente chamado na cena gastronômica, é o Carnal, um bar com inspiração mexicana e com o mesmo ritmo animado do chef.

Alexandre Silva

O chef Alexandre Silva conquistou sua primeira estrela Michelin com o Loco, mas, decidiu dar uma esticada ao fascinante mundo da brasa com o seu Fogo, com menu inspirado nas raízes portuguesas.

Chef Alexandre Silva está à frente do Loco e do Fogo. 

Por lá, e possível provar entradinhas a preços honestos como o chicharro dos Açores com escabeche fresco (8 euros) de entrada ou sarda na grelha com salada da época (14 euros). Na seara das carnes, uma boa pedida é a presa de porco alentejano na grelha com purê de maçã queimada e molho de morcela (18 euros).

No Fogo, as receitas são feitas na brasa. 

Vincent Farges

O chef francês radicado em Lisboa Está à frente do uma estrela Michelin Epur, no Chiado, com menu degustação que custa a partir de 120 euros, sem harmonização. Mas, é possível sentir um pouco do conceito do chef no Time Out Market, onde divide espaço com o colega estrelado Henrique Sá Pessoa e outros chefs de sucesso de Portugal, como Marlene Vieira.

Vincent Farges tem um espaço no Time Out Market. 

Na operação Vincent Farges, é possível provar referências francesas como Filet Mignon au Poivre (16,90 euros), mas, também há inspiração lusitana, como as sardinha à lisboeta em pão cozido a lenha (7,50).

Opção vegetariana do chef Vincent Farges para o Time Out Market. 

No Porto

Rui Paula

Premiado pela Casa de Chá da Boa Nova com duas estrelas, Paula mantém outros dois projetos no Douro: o DOC, na região do Peso da Régua, e o DOP, no centro do Porto, que passou recentemente por uma revitalização.

Chef Rui Paula é um dos mais experientes de Portugal. 

Aqui, é importante ressaltar, não estamos falando de restaurantes com valores módicos, mas, servem como uma boa referência para conhecer a cozinha de um dos chefs mais queridos das terras lusitanas.

No DOP, por exemplo, tem entradas como ceviche de robalo (20 euros) ou tábua de peixes (35 euros). Como principais, a pedida pode ser o pé de cabrito (37,5 euros) ou corvina com acelga e champagne (30 euros).

Rabanada do DOP. 

Vasco Coelho Santos

À frente do Euskaduna Studio, o chef Vasco Coelho Santos atingiu o estrelato do guia Michelin na última edição do prêmio. O menu degustação de dez etapas sai por 145 euros, o que, sabemos, não cabe em todos os bolsos.

Vasco Coelho Santos é um dos destaques da nova geração. 

No entanto, o talentoso chef da nova geração não deixa os comensais na mão. O Semea by Euskaduna tem pratos a preços convidativos, com ótima relação custo-benefício. Além da boa comida sazonal, com produtos vindos diretamente dos produtores do Porto e região, uma das atrações é a rabanada com o exterior super crocante, servida com sorvete de queijos da serra da estrela.

Irmãos Geadas

Enquanto um orquestra as panelas, o outro mostra todo o talento no universo de Baco. É assim que o chef Óscar Geadas e seu irmão, o sommelier António se complementam para tocar seus projetos. O carro-chefe é o G Restaurante, que conquistou a primeira estrela Michelin para a região de Trás-os-Montes, mas, a dupla já aterrisou na região do Douro, ao assumirem o Bistrô Terrace, na Quinta do Tedo, com pratos a preços acessíveis.

Óscar e António Geadas trabalham juntos em projetos de gastronomia. Foto:Reprodução

Mas, quem vai a Bragança, onde também fica o restaurante O Geadas, dos pais da dupla, pode provar um pouco do conceito do chef Óscar e o do sommelier António no Contradição Gastrobar, com uma proposta que mescla uso dos ingredientes da região, com altas doses de criatividade.

Por lá, entre os snacks, é possível provar a dupla de croquete de rabo de boi da região com purê de maçã e ervas finas por 10 euros, por exemplo. Entre os principais, tem o entrecôte de carne de boi maturada  com batatas (35 euros) ou opções como lagarto de porco bísaro com arroz cremoso de cogumelos.

 

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